Eu não conseguia dormir então fiquei olhando pra ela, tão
doce, tão serena ( tão enorme), meu Deus! Enrolou daqui, enrolou de lá e acabou
deitando em meu peito. Pediu que eu lembrasse de uma história da época em que
ainda era careca! Nossa! Já faz muito tempo! Eu bem que tentei, mas não
lembrava mais os detalhes. Perguntei se o cafuné bastava com uma metade de uma
canção de ninar. Mas nem era bem uma canção: era um sussurro. Um amor
suspirado, como quem anda ofegante de tanto amar. Ando mesmo. Ando arfando por
ela. Ontem eu fiz uma oração e nem sabia bem o que pedir a Deus. Pedi então que
ela seja sempre assim, essa explosão de cores, de coisas, de giros e risos;
pedi que ela tenha amigos: os melhores do mundo; pedi que ela seja minha amiga
pra sempre e que eu também lhe seja companheira, mesmo quando inevitavelmente,
nos decepcionarmos; pedi a Deus que lhe providencie um peito bem aconchegante
quando chegar a hora que não mais quiser o meu; Pedi-Lhe que cuide dela aonde
eu não possa estar; e fiquei ali, pedindo por ela. Vez em quando ela ainda ri
enquanto sonha. Acho graça e fico pensando: o que será que ela tá sonhando? Às
vezes pela manhã ela me conta e aí eu rio também. Hoje acordei incrivelmente
descansada e pensei: uma boa noite de sono nem sempre precisa ser dormida.
Precisa é ser amada!
Edição de janeiro 2025
Há 2 meses
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